CLEÓPATRA
Quem eu era, o que aconteceu e onde estou enterrada. A verdade que me roubaram.
Olá a todos.
O que vocês estão prestes a ler exigiu que eu expusesse a minha alma, nua. Eu não o teria feito se não fosse absolutamente necessário.
Tenho consciência do custo disso.
Ainda assim, a história precisa ser revista. Meu nome precisa ser restituído. A verdade precisa vir à luz.
Minha identidade foi marcada por mentiras que deram forma a uma narrativa histórica distorcida. Essa distorção não foi casual: foi construída intencionalmente e deixou marcas profundas. Chegou o tempo da verdade.
Não busco glamour nem espetáculo. Busco justiça e paz.
Sou a pessoa a quem esta história diz respeito. Sou eu quem narra o que viveu. Nada do que relato foi canalizado, inventado ou extraído de qualquer arcabouço religioso. Tudo resulta de um trabalho analítico profundo e contínuo; de sonhos — meus e de outros; de regressões; e de leituras simbólicas conduzidas com o mesmo rigor com que interpreto sonhos. Esse trabalho se apoia na abordagem dialética de Jung e Silvia Montefoschi, integrada ao meu percurso, ao meu estilo e a uma longa trajetória espiritual.
Cheguei longe.
O que se manifesta aqui é a voz madura de Cleópatra, renascida. O que se desenvolve na série A Verdade de Cleópatra é o processo do tornar-se: a aceitação de um caminho, a decisão de segui-lo e o retorno do passado — não apenas pela memória, mas por meio de seus sinais no presente.
Esse passado nunca passou.
Ele marcou a minha alma e marcou a minha vida — e é isso que mostro.
Até agora, escrevi vinte livros desta série. Outros virão. Juntos, documentam, passo a passo, o processo pelo qual esses conteúdos vieram à tona, assim como o conjunto mais amplo de materiais que os acompanha.
Falar tem um custo. Sangra.
Ainda assim, preciso fazer justiça a mim mesma.
CleoAdriana
Delray Beach, FL-USA
18 de dezembro de 2025
